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Dahlia Hawthorne foi uma estudante na Universidade Ivy e ex-namorada de Phoenix Wright. Ela foi uma testemunha nos assassinatos de sua meio-irmã Valerie Hawthorne, seu ex-namorado Doug Swallow, e a autora Elise Deauxnim.

Informações Editar

Nomes em outros idiomas: Chinami Miyanagi e Satoko Mukui (japonês), Dahlia Plantule (francês), Dahlia Hawthorne (alemão, espanhol e italiano)

Infância e juventude Editar

Morgan Fey, que se tornaria a mestre do Clã Fey, casou-se com um joalheiro rico e teve com ele filhas gêmeas: Dahlia e Iris. Entretanto, Misty Fey, a irmã mais nova de Morgan, possuía mais poder espiritual do que Morgan e assumiu a posição de mestre em seu lugar, tirando o poder da família de Morgan. O joalheiro se divorciou da esposa, levando as filhas consigo. Ele mais tarde se casou com uma mulher que já tinha uma filha, chamada Valerie Hawthorne. Por considerar sua irmã gêmea um incômodo, Dahlia convenceu seu pai a deixar Iris no Templo Hazakura. Convivendo com os Hawthornes, Dahlia começou a odiar seu pai e passou a planejar esquemas para roubar seu dinheiro.

Plano do sequestro Editar

Quando Dahlia tinha 14 anos, ela fingiu se apaixonar por Terry Fawles, seu tutor, para usá-lo nos seus planos contra seu pai. Com a cooperação de Valerie, ela encenou um falso sequestro para roubar uma das joias preciosas do pai, no qual ela posou como vítima e Fawles como sequestrador. Na Ponte Sombria perto do Templo Hazakura, no entanto, Valerie traiu Fawles e atirou em seu braço, o sinal para a "refém" pular, propositalmente, no Rio Águia, com a joia em sua mochila. Fawles foi condenado a morte pelo "assassinato" de Dahlia, que a partir de então se envolveria em muitos outros crimes.

Primeiro assassinato Editar

Cinco anos mais tarde, Fawles estava sendo transferido para outra prisão, mas o transporte quebrou e ele fugiu. Ele telefonou para Valerie Hawthorne e pediu que ela o encontrasse na Ponte Sombria para explicar o ocorrido. Valerie ligou para Dahlia e avisou que contaria a verdade sobre o incidente. Temendo o que aconteceria após o encontro, Dahlia esfaqueou Valerie na ponte e então, quando Fawles chegou em um carro roubado, ela escondeu o corpo no porta-malas do carro e encontrou com Fawles na ponte, se passando por Valerie. Fawles foi preso pouco tempo depois, agora acusado de um assassinato real.

Durante o julgamento de Fawles, o promotor Miles Edgeworth preparou Dahlia para ser uma testemunha chamada Melissa Foster, que tentaria convencer a corte de que Fawles era o assassino. Mia Fey, a advogada do acusado, quase conseguiu provar a culpa de Dahlia, mas Fawles se recusou a cooperar com ela, ao invés se envenenando e morrendo na bancada. Fey e Edgeworth mais tarde recordaram que Dahlia deixou a corte com um "sorriso demoníaco em seu rosto".

Atentado de assassinato Editar

O resultado do julgamento levou Fey e seu colega, o advogado de defesa Diego Armando, a investigarem Dahlia. Dahlia descobriu e convenceu Armando a encontrá-la na cafeteria da corte seis meses depois. Temendo que ele expusesse a verdade, Dahlia quietamente colocou o veneno de seu colar no café de Armando. O veneno fora roubado de Doug Swallow, seu namorado na época, que estudava farmacologia na Universidade Ivy. Armando entrou em coma com o envenenamento, e Dahlia fugiu da cena.

Minutos depois, na sala de leitura, ela esbarrou em outro aluno da universidade, Phoenix Wright, e lhe deu o colar como um "presente de amor" para escapar das autoridades. Swallow mais tarde descobriu sobre o veneno roubado e terminou o namoro com ela.

Devido à suspeita que ainda a envolvia com o acidente, Dahlia planejava matar Wright para recuperar a única evidência restante que poderia ligá-la ao envenenamento. Iris, temendo por sua irmã e pelo rumo que ela estava tomando, implorou à Dahlia que não fosse tão longe, e conseguiu convencê-la a não cometer mais um assassinato. Em troca, Iris se passou pela irmã e viveu a vida dela na Universidade Ivy para protegê-la caso ela se encontrasse com a polícia.

Segundo assassinato Editar

Oito meses se passaram e Dahlia ainda não recebera o colar com veneno. Considerando que a irmã estava levando tempo demais para cumprir a tarefa, Dahlia suspeitou que Iris tinha na verdade se apaixonado por Wright. Sem contar à irmã, Dahlia decidiu resolver o assunto com suas próprias mãos e voltou desesperadamente à Universidade Ivy ela mesma. Ela tentou matar Wright roubando mais do veneno de Swallow e o usando para envenenar o remédio para resfriado de Wright.

Entretanto, antes que seu plano se realizasse, ela encontrou Swallow tentando alertar Wright sobre ela e o veneno roubado. Wright, em um momento de raiva e descrença, empurrou Swallow, e depois foi embora. Sabendo que Swallow estava ciente de suas intenções, Dahlia então o silenciou permanentemente, usando cabos para eletrocutar fatalmente o ex-namorado, e tentou armar para que Wright parecesse culpado pelo assassinato.

Infelizmente para Dahlia, Mia Fey decidira voltar à corte pela primeira vez desde o julgamento desastroso de Fawles. A advogada novata assumiu o caso de Wright e conseguiu finalmente expor Dahlia como a assassina que ela era. Dahlia foi então condenada e sentenciada à morte, mas jurou que teria, algum dia, vingança contra a mulher que a derrotara.

Prisão e execução Editar

Cinco anos mais tarde, Morgan Fey, que fora presa por seu envolvimento em um assassinato, foi transferida para o mesmo centro de detenção no qual Dahlia estava. Morgan contou à Dahlia sobre um plano para atrair sua filha mais nova, Pearl Fey, e a irmã mais nova de Mia, Maya Fey, ao Templo Hazakura; lá, Pearl iria endorcisar Dahlia, que então mataria Maya, para que Pearl pudesse se tornar a mestre da família Fey. Apesar de não se importar com os objetivos de Morgan, Dahlia viu a chance de matar Maya como o único modo de conseguir sua vingança, visto que Mia já tinha morrido dois anos antes, e assim concordou em seguir o plano. Pouco depois da conversa, Dahlia foi executada por enforcamento.

Endorcismo Editar

Um mês depois da execução de Dahlia, Diego Armando, que havia recentemente despertado do coma e assumido o nome Godot, descobriu o plano de Morgan Fey e contatou ambas Iris e a irmã de Morgan, Misty Fey, em uma tentativa de pará-lo. A ideia dele era que Misty, que chegara ao Templo Hazakura usando o nome falso "Elise Deauxnim", invocasse Dahlia para que Pearl não pudesse. Godot então restringiria Dahlia e a impediria de matar Maya. No entanto, Dahlia atacou Maya no Templo Interno, que ficava à alguma distância do Templo Hazakura. Ao ver a silhueta de Dahlia, Godot foi tomado por um desejo de vingança. Ele pegou a espada de Misty e esfaqueou Dahlia, matando Misty. Antes de perder a consciência, Dahlia conseguiu acertá-lo de volta. Iris foi colocada em julgamento pelo assassinato de Misty e Phoenix Wright, agora um advogado de defesa, pegou seu caso.

Após endorcisar Mia e lhe pedir ajuda, Maya, seguindo o conselho da irmã, se trancou no Salão de Treinamento, dentro do Templo Interno, e invocou Dahlia para impedir que Pearl, que não sabia o plano completo, a invocasse e consequentemente assassinasse Maya. Mais tarde, em uma tentativa de salvar Maya, Iris foi chamada para desfazer a trava no salão. Quando Iris conseguiu remover a tranca, um terremoto atingiu a região, e Dahlia usou a distração como uma oportunidade para trocar de lugar com Iris e prendê-la dentro do salão, usando cinco cadeados. As tentativas de resgatar Maya de dentro da caverna continuaram, embora Maya estivesse, na verdade, do lado de fora, possuída por Dahlia.

Durante o julgamento de Iris, Dahlia, se passando pela acusada, alegou que Maya tinha matado Misty e então se matado de culpa, se jogando da Ponte Sombria. Entretanto, Wright logo conseguiu descobrir quem ela realmente era e quem a estava endorcisando. Dahlia realmente pensara que Maya havia cometido suicídio, visto que o Salão de Treinamento acabara de ser aberto e apenas Iris dora encontrada dentro. Wrigh então perguntou quem a estava invocando naquele momento. Dahlia não sabia, mas Wright revelou que era Maya.

Mia, endorcisada por Pearl, provocou sua prima, zombando de suas tentativas de assassinato desastrosas. Perturbada por seu fracasso de matar Maya sendo que estivera tão próxima dela por dias, Dahlia deixou o corpo de Maya, e o juiz sugeriu que seu espírito nunca fosse invocado novamente.

Personalidade Editar

Dahlia sabia que sua beleza e aparência inocente iludia os outros com relação à sua verdadeira natureza, e tirava vantagem disso ao máximo. Ela tinha a habilidade de se fazer parecer serena e ingênua; ocasionalmente até mesmo borboletas a cercavam e voavam ao seu redor gentilmente. No entanto, essa aura de inocência era apenas uma fachada, e ao ser encurralada, seu comportamento mudava para um aspecto tenebroso e quase demoníaco, fazendo até mesmo com que as borboletas se desfizessem em chamas. Na verdade, Dahlia não se importava com ninguém além de si mesma, e afirmou que sempre fora assim.

Muitos que já viram a verdadeira natureza de Dahlia, como Phoenix Wright e Mia Fey, a descreveram como um demônio, e até o juiz sugeriu que ela nunca deveria ser invocada de novo. De fato, todos os assassinatos e tentativas de assassinato de Dahlia foram cometidos ou para cobrir um crime anterior ou para obter vingança contra Mia Fey. Ela não mostrava qualquer arrependimento ou remorso por seus crimes, e não tinha escrúpulos, sem se importar de matar pessoas completamente inocentes para seu próprio bem.

De todas as pessoas que Wright já encontrou, Dahlia era indiscutivelmente a mais perigosa, visto que teve a maior quantidade de vítimas intencionais, sete no total. Dentre essas, duas morreram por sua ação (Valerie Hawthorne e Doug Swallow), uma se matou (Terry Fawles), uma foi morta por outra pessoa (Mia Fey), e três sobreviveram (Phoenix Wright, Diego Armando e Maya Fey). Houve também uma vítima não intencional (Misty Fey). Apesar disso, todos os crimes de Dahlia foram fracassos de um modo ou outro, o que se deve principalmente às ações de Mia Fey contra ela.

A irmã de Dahlia, Iris, a descreveu de um jeito um tanto diferente. Tendo sido abandonada pela mãe e negligenciada pelo pai, Iris sentia pena de Dahlia porque ao menos ela tinha Bikini, uma outra freira que cuidava dela como uma mãe. Iris também descreveu a irmã como sendo "forte" e "inteligente", uma pessoa que nunca reclamava de sua situação. Ela era grata por nem Dahlia nem ela mesma terem muito poder espiritual, desse modo não podendo ser usadas pela mãe, e demonstrou simpatia por Pearl Fey, sua meio-irmã, que era usada por Morgan para suas próprias ambições e objetivos.

Nome Editar

  • O seu nome japonês, "Chinami" (ちなみ), vem da frase "chi mo namida mo nai" ("que não possui sangue nem lágrimas"), basicamente significando "sem coração".
  • Seu sobrenome japonês, "Miyanagi" (美柳), significa "beleza" e "salgueiro", e tem a intenção de evocar um sentimento de tranquilidade.
  • Seu pseudônimo japonês, "Satoko Mukui" (無久井里子), significa literalmente "uma criança adotiva vingativa".
  • "Dahlia" foi inspirado no álbum "Dahlia" da banda japonesa X Japan, e também é o nome de uma flor que representa a elegância e a dignidade, mas também a instabilidade, referenciando sua personalidade. O apelido "Dollie" é uma referência a um projeto feito pelos fãs para traduzir Phoenix Wright: Ace Attorney: Trials and Tribulations, que foi descartado após a tradução oficial ser anunciada. No projeto, o nome de Dahlia era Dolores Willow, e seu apelido era Dolly.
  • O sobrenome "Hawthorne" é uma referência ao autor famoso Nathaniel Hawthorne, que escreveu o livro Rappaccini's Daughter, um conto no qual um homem se apaixona por uma mulher cujas veias estão envenenadas e que é capaz de matar qualquer coisa com um simples toque. O nome de Pearl Fey também é uma referência a Hawthorne.
  • O nome falso de Dahlia, "Melissa", vem da palavra grega "μέλισσα" (melissa), significando "abelha", que vem originalmente de "μέλι" (meli), significando "mel". Isso poderia ser uma referência a seu comportamento aparentemente doce, ou poderia ser um trocadilho com a palavra "malicious" (malicioso).
  • O sobrenome de seu pseudônimo, "Foster", significa "adotivo", referenciando o pseudônimo japonês.
  • Seu sobrenome francês, "Plantule", significa "muda de planta".
  • O nome brasileiro não-oficial de Dahlia é Dália Espinosa. Dália foi escolhido para manter o significado do nome em inglês, sendo o nome de uma flor. Espinosa é um sobrenome de origem espanhola, proveniente da palavra espinoso, que significa "espinho". O sobrenome faz referência à sua natureza bela, mas traiçoeira e perigosa, e também ao sobrenome em inglês, Hawthorne ("thorn" significa espinho).

Desenvolvimento Editar

  • Como sua única aparição viva é como testemunha, as animações de Dahlia em sua forma física e não espiritual não são inteiras, semelhante a outros personagens que só aparecem na corte como Frank Sahwit e Richard Wellington.
  • Sua aparência, roupa e as borboletas que a envolvem foram todos projetados para fazê-la parecer uma "herdeira".
  • Antes de o vulto que aparece nos registros do tribunal em Bridge to the Turnabout ser revelado como Dahlia, seu gênero é mostrado como "?" e sua idade como "???", apesar de o próprio perfil se referir à ela como a "irmã gêmea da Iris", e a idade de Iris já ser conhecida.
  • Dentro da cronologia no universo dos três primeiros jogos da série Ace Attorney, Dahlia Hawthorne aparece como uma testemunha tanto no primeiro (Turnabout Beginnings) quanto no último (Bridge to the Turnabout) casos.
  • Dahlia é vista usando luvas em um flashback de pouco depois de ela assassinar Doug Swallow, apesar de elas não fazerem parte de sua roupa normal. Isso pode ter ocorrido para que suas impressões digitais não ficassem marcadas na garrafa de remédio de Wright.
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